[Valid RSS] [Valid RSS] [Valid RSS] Labirintos e Fascínios: 2016

14 de novembro de 2016

A tirania do sonho de juventude e beleza...



Vivemos em uma sociedade que valoriza imensamente a juventude e a beleza, diminuindo o valor da falta delas, ou seja , desvalorizando a velhice. 

Numa sociedade altamente consumista como a atual , a juventude deve ser perpetuada a qualquer custo, lançando-se mão para isso de tudo o que possa existir no mercado do rejuvenescimento, sem regras, que prometa a eterna juventude.

É verdade que no mundo da fantasia tudo e todos podem ser como se queira que sejam. Assim, geralmente não se espera que tal promessa de eterna beleza seja mesmo verdadeira, mas que simplesmente leve a pessoa ao mundo da fantasia e do faz de conta, que pode dar credibilidade até mesmo ao mais desconfiado dos seres vivos que vivam preocupados com a questão do envelhecimento.

Há bem menos de cinqüenta anos atrás, uma jovem tinha como meta de beleza conseguir manter-se bela e desejável pelo menos até a chegada do primeiro filho. Diga-se ainda que isto era mesmo o máximo de sonho que ela poderia Ter quanto à sua questão estética. Tampouco era esperado mais que isso para ela, salvo raras exceções em que fosse financeiramente estável e pudesse contar com a ajuda de pessoas que a ajudassem na trabalhosa dedicação ao “ser bela”.

Hoje, uma garota de quinze anos já sabe muito bem qual o “defeito”, “problema”, “falta”, excesso” ou outras coisas mais, que quer corrigir em seu corpo ainda de menina, que já se acha mulher. Em plena idade de despedir-se de suas bonecas de vez, a menina-moça, como era chamada há muito tempo, tem que se preocupar em agradar ao mundo da beleza obrigatória e corresponder ao bendito padrão de beleza, todos tão essenciais para se ser feliz nos dias atuais. É exatamente esse o pensamento vigente na maioria das cabeças das tantas adolescentes existentes neste nosso mundo de hoje.

No lugar de fadas e histórias de amor, ela carrega como sonho Ter um bom personal trainner, um bom dermatologista, um bom cabeleireiro, uma boa grife para vestir e um bom cirurgião plástico. É evidente que se uma garota tem orelhas de abano que a impedem até mesmo de usar um gracioso “rabo de cavalo” nos cabelos, fazer uma cirurgia corretiva pode até mesmo fazer-lhe muito bem. Não estou referindo-me ao problema real, mas sim ao problema que existe apenas na ótica da própria pessoa.

Realmente a busca pela eterna beleza é coisa que vem de muito longe na história da humanidade, porém, nunca se deu tanta atenção a isto como nos dias de hoje. Parece até mesmo descabida a preocupação para com a aparência, como se ser belo e jovem fizessem realmente toda a diferença na vida das pessoas. Esquecem-se elas, no entanto, que se a beleza hoje em dia é fundamental, outros tantos fatores também são extremamente importantes para que uma pessoa se dê bem na vida. Isto é, há outros fatores que fazem toda a diferença na vida de uma pessoa, seja ela jovem ou não.

Mas , nossa sociedade tão necessitada de um consumo desenfreado, tenta embutir nas pessoas a idéia de que para ser feliz é preciso fazer... fazer academia, fazer tratamentos mil, fazer plástica reparadora. Que para ser feliz é preciso ser sempre jovem, corrigindo, de tempos em tempos, as linhas que esse mesmo tempo insiste em acentuar. Por isso talvez é que a indústria da beleza e da cosmetologia seja sempre a que mais se desenvolve a nível mundial.

Quem quer na verdade ver partir um rosto de aparência juvenil? Quem em sã consciência deseja deixar de ser jovem, dinâmico e belo? Claro que ninguém. Porém é urgente que se devolva às jovens e às mulheres em geral o senso principal da feminilidade, a questão da liberdade feminina de optar-se por ser como se quiser ser. É necessário fazer com que uma jovem saiba que sua missão como mulher vai muito além do simples prazer que possa proporcionar com seu belo visual. É preciso fazê-la ver que sendo o verdadeiro foco do concorrido mercado da beleza, tornou-se submissa a ele pela própria característica que ele tem.

Ao vender sonhos de beleza eterna, a indústria da beleza vende a idéia de que para ser feliz é necessário ser bela para sempre, e só. Como se o saber e o fazer fossem componentes sem nenhum valor na personalidade de uma jovem.E embora o sábio mercado publicitário agregue à idéia da beleza o conceito da saúde e inteligência, fica implícita a mensagem de que para uma mulher Ter sucesso na vida ela tem que ser bela e eternamente jovem. 



Fica aqui a pergunta: para que servirão as lições aprendidas em tantas lutas sociais que tiveram como bandeira a emancipação feminina? Será que ficaram perdidas num pote de um caro creme rejuvenescedor? Será que acabaram dentro de um mero tubo de tinta que servem apenas para esconder os cabelos brancos tão reveladores da falta de juventude? Será que ficaram calcadas nas finas linhas do tempo que insistem em vincar uma pele antes jovem e macia? Diga você, mulher, jovem ou não, para que serviram afinal tantas batalhas travadas pelas nossas avós?

25 de julho de 2016

Desafios



“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. 
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. 
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti. 
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer. 
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! 
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? 
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. 
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? 
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso? 
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. 
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia. 
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. 
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas. 
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. 
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. 
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. 
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste? 
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar. 
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Aborrece-me que me louvem. Me cansa que agradeçam. 
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. 
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar. 
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? 
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti. 

Baruch Spinoza


9 de maio de 2016

Bastaria um abraço...



Procuro encontrar no meu íntimo a harmonia da vida, concentrar-me nas energias vibratórias, recordar que eu sou o poder no meu mundo. 

Centro-me na Luz que me ilumina e reforço a consciência de que sou uma partícula do Universo. 

Não vacilo nas minhas asas da liberdade e sucedem-se os voos com essência numa busca constante, por vezes dissimulada, por vezes imprudente, por vezes irresistivelmente fascinante quando, isolados, ficamos mais juntos e mais livres.

 Nas ausências, as minha asas perdem o vigor e o vazio escorre-me pelas mãos que deixo cair ao longo de um corpo que perde o brilho como se o Sol nunca o banhasse. 

Fico ali, prostrada, emocionada e trémula, sem riso, sem emoção, desajeitada e sem ritmo. 

Bastaria um abraço para que as minhas asas voltassem a bater em movimentos sinuosos e pousassem (docemente) na curva do teu braço.

Autora: Maria Elvira Bento


8 de maio de 2016

Apenas o saborear daquele momento...



Houve um silêncio feliz naquela tarde de asas soltas, de mãos juntas, unidas, formando uma concha morna onde se sentia o pulsar da circulação nas veias dos pulsos unidos, desafiando a força, o equilíbrio, sem lugar para palavras ou pensamentos.

Ali, não havia história, existia apenas a história sem história de duas pessoas de bem que viviam para dentro uma cumplicidade perfeita porque sincera, sem dramas, sem espaço para escutar pensamentos.
Cabeça vazia. Coração calmo. Apenas o saborear doce daquele momento de uma tarde cinzenta sem réstia de Sol brilhante que sempre fascina, envolve e protege.

 Não, ali, naquele silêncio feliz de uma tarde outonal, nada mais teria feito sentido do que um esboçar de um sorriso sedutor, gerador de emoções que anunciam saudade.

Autora: Maria Elvira Bento (Blog Brumas de Sintra)

24 de abril de 2016

Hoje, mando eu!



“Qualquer coisa que for capaz de fazer, ou que sonhe que é capaz, comece-a. A coragem traz consigo génio, poder e magia”. Se pensa assim, parabéns. Quem quer, quando quer, seja aquilo que for, já tem grande parte das possibilidades conquistadas porque a força de vontade desafia lógicas e correntes filosóficas; entra no campo dos mistérios, das ilusões, provoca hipóteses, desmistifica fantasias e não sucumbe facilmente (não é cereja no bolo…) perante as dificuldades.
Está mesmo disposta a vencer? Sente o fogo interior que a deixa desafiadora perante o medo (por vezes pânico) como se fosse uma corrente contínua que a dinamiza no cenário em que se move? Bom, a isso chama-se ânimo: ensina-a a enfrentar a apatia, a vencer a angústia, ajuda-a a disciplinar-se; torna-a competitiva, firme, determinada e impele-a a enfrentar o seu mundo que lhe mostra a longa avenida de obstáculos para serem ultrapassados.
A vida não dá nada gratuitamente, mas não deixa de responder quando se procura orientação. Pode não ser à nossa maneira mas, é seguramente, à maneira admirável das leis do Universo onde cada um de nós é célula vital. Por isso se sente (agora) que é capaz de concretizar o tal sonho, parabéns. Cumprimente-o (o sonho, claro). Ele está mesmo ao seu lado! Completamente realizado! Diga obrigada. Um coração agradecido, é um coração feliz!
Pois, hoje, estou assim: animada para tecer vida. Disposta a ousar. Segura para descodificar os sussurros inspiradores da madrugada -há muito que entre nós há uma química reconfortante e absoluta. Por isso, desafio. Espalho ideias envolvidas por palavras, gosto de gostar.
Hoje (gostava de dizer) mando eu! Hoje, estou para lá do instituído e inovo, num misto de utopia e provocação. Com leveza, vou transportar-me para o campo da excelência, levando comigo ânsias humanas, sem bases em estatísticas, mas sincronizadas com a esperança, com o futuro, visualizados na cadência contemplativa do sopro que me anima. Hoje, vou levar o meu banquinho e em cima dele, num jardim de Lisboa, falo para os que me queiram escutar.
- Que todas as crianças, em cada manhã ao sair de casa, digam: 

Bom dia, dia!
- Que os pais não sintam que os dias não têm horas para:
Brincar com os filhos
- Que os idosos não tenham só por companhia:
Programas de televisão
- Que os doentes não se sintam perdidos e abandonados pela
Família e pelos médicos
- Que os sem-abrigo se vistam de frio e desistam de
Viver
- Que os jardins não tenham
Bancos, flores, crianças e pássaros nas árvores
- Que nos lugares, nas vilas e nas aldeias não existam bandas
Que toquem aos domingos nos coretos
- Que não haja música de fundo
Nos hospitais, nos infantários, nos transportes e repartições públicas
- Que as grelhas de alguns canais ofereçam excessivas
Telenovelas
- Que nem todos os infantários e escolas primárias tenham nas manhãs e nas tardes
Um copo de leite morno e um sorriso para cada criança
- Que nas janelas e varandas não existam
Flores coloridas
- Que existam nas ruas
Animais abandonados
- Que não se ensine, ou se lembre, que o Mundo começa à porta da casa de cada um: na rua, no largo. Na vila, cidade ou aldeia
A limpeza é um sinal de civismo 
- Que o ser humano não tenha
Condições de dignidade para viver. Liberdade para escolher. Oportunidades para aprender e vencer
A coragem traz génio, poder e magia. Hoje, tive a coragem de mandar. Que o poder e a magia se abracem sobre o querer e a esperança se concretize 

Blog:Bruma de Sintra

20 de abril de 2016

Deixe que a fonte da felicidade flua de você.

Sente-se sob uma árvore, se esqueça do mundo e se entregue ao amor por si mesmo pela primeira vez.

A busca espiritual é de fato a busca do amor do seu próprio eu. O mundo é uma viagem para encontrar o amor dos outros, mas a espiritualidade é uma viagem para encontrar o amor por si próprio.

A espiritualidade é uma busca egoísta, uma tentativa de encontrar o significado do eu, do prazer consigo mesmo. Quando essa descoberta começa a acontecer, espere um pouco, procure um pouco - sinta sua singularidade e o prazer de sua própria existência. "O que eu poderia ter feito se não tivesse nascido? Como eu poderia ter me queixado e para quem, se não estivesse aqui?"

Você está nesta existência! Mesmo este fato, mesmo esta consciência, a percepção de que "eu sou", mesmo a possibilidade de chegar perto do êxtase - regozije-se um pouco com tudo isso. Permita que o sabor de tudo isso penetre em cada um de seus poros e que você seja arrastado pela emoção de tudo isso.

Se você tiver vontade, dance, ria ou cante. Lembre-se de que você deve continuar sendo o centro de tudo isso: deixe que a fonte da felicidade flua de você.

Osho, em "Uma Farmácia para a Alma"
Imagem por e³°°°

16 de abril de 2016

Abri as asas e provoquei a vida.



O tempo parou enquanto, perdida, procurava agarrar o chão que fugia. 
O vento, indiferente, continuava a pintar vida nas folhas 
que rodopiavam e caíam. 
Abri as asas, provoquei a vida e voei. 
Perdi-me de admiração em admiração ao olhar nos olhos das pessoas. 
Neles, há tantos sortilégios, encantos e desencantos. 
Há tanta vida por contar. 
Enquanto, confusa, sentia que não conseguia agarrar o momento, 
lembrei-me que o meu coração precisava de bater e, aí, confessei que o amava. 
Ele ouviu-me e, readquiriu o entusiasmo perdido. 
Tinha criado raízes desmotivadoras mas o vento, nas minhas asas, 
voltou a deixar-me em harmonia.
 E eu abri-as à vida. Imperfeita, na sua perfeição.

(Maria Elvira Bento)

A vitória nossa de cada dia


Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós. 
Não temos amado, acima de todas as coisas. 
Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos. 
Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro. 
Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada. 
Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos
construímos, tememos que sejam armadilhas. 
Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo
de uma vida larga e nós a tememos. 
Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. 
Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. 
Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos 
envergonharmos de ser inocentes. 
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, 
de ciúme e de tantos outros contraditórios. 
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. 
Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. 
Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa
indiferença é angústia disfarçada. 
Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso 
nunca falamos o que realmente importa. 
Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. 
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos 
a tempo dos falsos deuses. 
Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelo menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. 
Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. 
Temos chamado de fraqueza a nossa candura. 
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. 
E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.
(Autor desconhecido)

15 de abril de 2016

Como fazer as coisas acontecerem


Espero que você esteja aproveitando o seu dia.
Nesta carta irei falar com você sobre “Como” você pode desencadear o poder do seu subconsciente e mudar a sua vida…
Este pequeno macete é tão poderoso e ainda assim tão simples que ele é frequentemente subestimado ou completamente ignorado, porque a maioria das pessoas acha que ele é simples demais para ser poderoso…
Então mesmo que ele lhe pareça simples, experimente, dê um tempo e veja os resultados.
Mas antes de eu lhe falar mais sobre isso, deixe-me lhe falar sobre os dois tipos de pessoa com quem venho me deparando ao longo da vida…e tenho certeza, se você pensar bem, que você vai se lembrar de muitas pessoas na sua vida que são assim também…
Eu me deparo com pessoas que sempre perguntam:
“Por que é que as …(coisas são de determinada forma)…?”
Em alguns casos, eu encontro com as mesmas pessoas depois de 20 anos e elas continuam fazendo as mesmas perguntas
Como se as suas mentes estivessem emperradas no mesmo ponto…como um computador congelado e precisando de um reboot…
Eu também já me deparei com um tipo diferente de gente…
Aqueles que continuamente se fazem perguntas como...

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Eu Sou...


Eu sou aquele que te faz sonhar. Aquele que te faz Amar. 
Eu sou a Luz da tua Alma, a Fé do teu coração, a alegria do teu ser, 
a Vida que te sustenta. 
Eu sou a Força que jamais te deixará, aquele a quem contaste
 as tuas alegrias e as tuas tristezas. 
Eu sou a Energia que te impulsiona, passo a passo, rumo à tua realização e vitória.
Eu sou a Luz, a Força, o Amor e a Sabedoria, aquele que há tanto tempo procuras. Agora que me encontraste dentro de ti, contigo e através de ti brilharei,
 confirmando a todos que tiverem olhos para ver a Luz que um dia foi prometida. 
Eu sou a poderosa Energia que a todos e a tudo sustenta. 
Em nome do Amor decreto: Vida, Luz, Amor, Liberdade em ti e no teu mundo.
 Agora e sempre. 
Eu sou o Sol que brilha no teu peito. 

(Eu Sou / Grandes Mestres)

22 de março de 2016

É de mim que sinto saudades...


É muito comum ouvirmos mulheres de todos os tipos queixando-se de suas vidas, principalmente quando estão há muito tempo envolvidas com alguém. Queixam-se de que não dançam mais, que não cantam, que não exercem a sua sensualidade, que estão ficando velhas e secas mais depressa do que imaginavam.
Queixam-se da falta de romantismo em que suas vidas se inseriram. Queixam-se dos homens que amam e dos filhos que este amor gerou. Queixam-se de Deus e do mundo ao seu redor. Chegam quase a se arrepender da opção de partilhar a vida com alguém.
Numa relação estável é muito comum que a mulher conste como a parte menos conformada da situação e que logo, com poucos anos de convivência, se sinta anulada e cobrando caro toda a dedicação dispensada ao convívio (ao bom e sereno convívio), entre ambos.
Um erro muito frequente está intrínseco ao fato de a mulher fantasiar demais antes de se relacionar intimamente e estavelmente com um homem. Além disso, ela tem uma enorme tendência a se responsabilizar por toda a felicidade que o casal possa ter e mais tarde, cansada de assumir sozinha todos os sonhos e as ilusões de romance eterno entre os dois, ela passa de fada encantadora a bruxa cobradora.
Não que os homens não tenham sua parcela de responsabilidade na monotonia e falta de graça que circunda a vida do casal, é claro que tem. Eles poderiam ao menos prestar atenção ao que é manifestado pela sua mulher como fator de contentamento dentro do relacionamento.
Sair para dançar com ela uma vez por mês, elogiar sua postura e aparência de vez em quando, isso não mata ninguém, convenhamos. Acontece que, com sua natureza hermética, o que é uma característica de grande parte dos homens, não participa dos planos da parceira para uma vida cercada de emoções e contribui sobremaneira para a falência de todo e qualquer projeto de comporem um casal diferente.
A mulher, que sonha alto demais e tem uma enorme dificuldade em se adaptar a uma vida a dois mais serena e quase isenta dos suspiros dos contos de fada, sofre verdadeiramente. Frustra-se, entristece e se revolta.
No sexo não é muito diferente. O comportamento sexual é inerente ao sucesso da relação. Não existe bom relacionamento conjugal sem bom sexo e não existe bom sexo sem um bom relacionamento conjugal. O que às vezes abala esta estrutura é o fato de um dos dois, e muito mais as mulheres, acharem que em toda vez que o sexo acontecer, ter que ser algo perfeito e cercado de sentimentos, emoções, fantasias, pétalas de rosas, velas e todo o tipo de aparato que deve sim ser usado o máximo possível, mas que às vezes é perfeitamente dispensável. E no caso deles... Precisa mesmo falar?
São normalmente nestes momentos que a saudade bate forte na mulher. É muito nesta hora também que ela tende a se sentir usada, termo muito comum para explicar o descontentamento feminino perante o sexo com o parceiro. Se sente usada como um objeto de prazer sem que haja com ela a mínima observação, o mínimo elogio ao seu corpo bem tratado, a maciez da sua pele cultivada com a intenção de sempre agradar, com o perfume na medida certa, com os esforços para se revelar a cada dia uma amante indescritível.
A saudade vem como um grito de socorro e desejo de se ver novamente cortejada, seduzida e conquistada pelo homem que ela ama. E ela se remete a um tempo em que até uma simples cruzada de pernas era objeto de fascínio para ele. A um tempo onde ela podia até se dar ao luxo de dizer "não", "fica quieto", "agora não é hora disso", entre risinhos mal intencionados.
A saudade vem da incompreensão ao comportamento masculino que denota claramente que após conquistar a sua presa, faz com ela um sexo com cara de simples masturbação, desprezando todo seu empenho para manter o relacionamento em alto nível de desejo e satisfação. Elegância e cavalheirismo podem resolver isto.
Lembrei-me agora de um fato interessantíssimo. É publico que, hoje em dia, as mulheres casadas, maduras, mães de família, estabilizadas profissionalmente, estão usando todo tipo de artifícios que as equiparem às profissionais do sexo para manterem fieis os seus maridos.
E elas são campeãs, porque fazem isto por adivinhação tendo em vista a dificuldade do homem em manifestar para as parceiras fixas, as suas mais secretas fantasias eróticas. "Não se fala dessas coisas com a mulher da gente". Andam ávidas por produtos de Sex shops. Espartilhos, algemas, chicotes, cremes que esquentam, cremes que gelam, calcinhas com sabor, ufa. Uma parafernália, capaz de montar um cenário de filme pornô. E nem sempre dá certo, isto é o pior. São classificadas como ridículas.
Segurança, autenticidade no comportamento diário, cuidado básico com o corpo e a saúde, equilíbrio e contentamento com ela própria, pode ser a chave para uma relação plena a dois. Bom senso costuma também ser a solução certa para evitar conflitos de toda natureza. Pode ser o tiro certeiro.
O homem que também espera que sua parceira seja sempre aquela tigresa voraz que o fazia sentir-se como o único na face da terra, tem que dar um desconto aos períodos onde ela se volta mais para a família, para os filhos, para o crescimento profissional, ou onde a TPM impera e reina como déspotaNestas horas é bom usar a razão e a ponderação para acalmar os seus ânimos e não sair por aí fazendo besteiras que coloquem em risco um amor que tinha tudo para dar certo. Paradoxalmente, a saudade dele bate exatamente no tempo em que ela fazia de tudo para que a vida deles fosse um turbilhão de emoções, mas na maioria das vezes ele nem sabe explicar isto.
O remédio, como sempre, é manter a cabeça fria e não se entregar a impulsos que levem a atitudes inconseqüentes e capazes de causar muito sofrimento. Cada um tem a sua receita e a sua medida, basta usar.
Sexo, amor, paixão e coerência, é possível! Talvez machuque menos.
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Autora: Jussara Hadadd .
Terapeuta holística, especializada em sexualidade