[Valid RSS] [Valid RSS] [Valid RSS] Labirintos e Fascínios: Dezembro 2015

30 de dezembro de 2015

Vai desistir?



Vai desistir? Tem certeza disso, então dê uma olhadinha...
A única diferença entre você e esses é que acreditaram em si mesmos. Vai desistir? Pense bem! 

O General Douglas MacArthur foi recusado na Academia Militar de West Point, não uma vez, mas duas. Quando tentou pela terceira vez, foi aceito e marchou para os livros de história.

O superstar do basquete, Michael Jordan, foi cortado do time de basquete da escola.

Winston Churchill repetiu a sexta série. Veio a ser primeiro ministro da Inglaterra somente aos 62 anos de idade, depois de uma vida de perdas e recomeços.

Sua maior contribuição aconteceu quando já era um "cidadão idoso".

Albert Einstein não sabia falar até os 4 anos de idade e só aprendeu a ler aos 7. 
Sua professora o qualificou como "mentalmente lerdo, não-sociável e sempre perdido em devaneios tolos". 
Foi expulso da escola e não foi admitido na Escola Politécnica de Zurique.

Em 1944, Emmeline Snively, diretora da agência de modelos Blue Book Modeling, disse à candidata Norman Jean Baker (Marilyn Monroe): "É melhor você fazer um curso de secretariado, ou arrumar um marido".

Ao recusar um grupo de rock inglês chamado The Beatles, um executivo da Decca Recording Company disse: "Não gostamos do som. Esses grupos de guitarra já eram".

Quando Alexander Graham Bell inventou o telefone, em 1876, não tocou o coração de financiadores com o aparelho. O Presidente Rutheford Hayes disse: "É uma invenção extraordinária, mas quem vai querer usar isso?"

Thomas Edison fez duas mil experiências para conseguir inventar a lâmpada. Um jovem repórter perguntou o que ele achava de tantos fracassos. Edison respondeu: "Não fracassei nenhuma vez. Inventei a lâmpada. Acontece que foi um processo de 2.000 passos".

Aos 46 anos, após anos de perda progressiva da audição, o compositor alemão Ludwig van Beethoven ficou completamente surdo. No entanto, compôs boa parte de sua obra, incluindo três sinfonias, em seus últimos anos. 

Por isso não devemos achar nunca que NOSSO TEMPO acabou. Enquanto estivermos aqui, há algo para aprendermos e, muito possivelmente, alguém para aprender conosco também.
Não devemos nos estagnar na vida por medo.

VAI DESISTIR?

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21 de dezembro de 2015

Natal... Fernando Pessoa

O poema "Natal... Na província neva" , de Fernando Pessoa publicado em 1928, no Diário de Notícias Ilustrado. Trata-se efectivamente de um poema evocativo da época natalícia, pois foi publicado em Dezembro de 1928, e como bem sabemos Dezembro é o mês do Natal.

Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Stou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!

Mas a evocação que Pessoa faz é triste e melancólica. Isto porque o Natal é o período por excelência das reuniões familiares e Pessoa está só e sem família. A primeira estrofe do poema reúne esses mesmos sentimentos tão estranhos ao poeta: os "lares aconchegados" e "os sentimentos passados". Ele imagina as famílias na província, reunidas, conseguindo na sua unidade familiar continuar as tradições natalícias.
A segunda estrofe, porém, é uma em que Pessoa já não consegue esconder o que ele próprio sente perante essa visão das famílias reunidas, em tranquilidade. O coração de Pessoa não se reconhece nesses sentimentos, ele está "oposto ao mundo", na medida que ele próprio está afastado dos outros, só e frio. Mas mesmo assim ele reconhece aquela verdade universal, que a "família é verdade". Trata-se afinal de uma confissão horrível que ele faz para si mesmo: que mais valia ter uma família do que as suas pesquisas, a sua poesia obscura.
Pessoa ao longo da sua vida perseguirá sempre a "Verdade". E ele aqui vê que existem vários tipos de verdade: aquela verdade solitária que ele persegue pelos seus estudos, e a verdade simples, da família, da tranquilidade natalícia e de todas as festas comunais.
Pessoa sozinho tem um pensamento profundo e está só. Está só e perante aquela "outra verdade"; que é a família.
No entanto, ele sabe que lhe está inacessível essa "outra verdade". Ele não pode estar com a família. A sua mãe morrera em 1925 e esse tinha sido o "golpe final" na sua esperança de ter uma família. Por isso mesmo ele expressa na última estrofe essa esperança perdida:
"E como é branca de graça / A paisagem que não sei, / Vista de trás da vidraça / Do lar que nunca terei!". A paisagem que ele não sabe, por detrás da vidraça do lar que nunca terá - tudo isto é um futuro que ele sabe nunca poderá ter. O poema acaba com esta consciência do impossível. Lá na província, há lares aconchegados onde tudo isto é uma realidade, em que tudo isto é "verdade". Mas esta é uma "verdade" inacessível a Fernando Pessoa. Para ele resta apenas a solidão, e a verdade oculta das suas pesquisas poéticas.

Autor do comentário: Lima Reis



19 de dezembro de 2015

O Natal de outrora!

                                                           

NATAL

O sino toca fino.
Não tem neves, não tem gelos.
Natal.
Já nasceu o deus menino.
As beatas foram ver,
Encontraram o coitadinho
(Natal)
mais o boi mais o burrinho
e lá em cima
a estrelinha alumiando.
Natal.
As beatas ajoelharam
e adoraram o deus nuzinho
mas as filhas das beatas
e os namorados das filhas
foram dançar black-bottom
nos clubes sem presépio.

  (Carlos Drummond )

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) apresenta neste poema um Natal sem gelo e sem neve, um Natal bem à moda do século XX, no qual a data em que se celebra o nascimento de Jesus já está despojada de sua sacralidade, distanciando-se muito da tradição de outrora.

O nascimento de Cristo há muito deixou de ser o principal motivo das comemorações. O sentido religioso desapareceu das confraternizações familiares, Papai Noel, defendido pelos vendilhões do comércio, passou a ser o foco. Claro! O velhinho alavanca as vendas de presentes, dá lucros imensos!!!

 Até Papai Noel perdeu o mistério e o encanto que tinha na minha infância! O que fizeram do Natal é esta saudade que sinto da época em que festejavam o aniversário de Cristo, da Missa do Galo, dos presépios armados na sala, das comidinhas caseiras, belas rabanadas e aquela festança de tios, primos, nossos pais e avós...

6 de dezembro de 2015

A Ditadura do Ego


Enquanto pensamos que a morte é o que mais separa as pessoas, o EGO desde sempre, vem fazendo esse “serviço” muito mais do que ela.
Não há nada que vença o EGO em termos de separações!
E como é que ele age?
- No casamento e nas relações amorosas: em nome da “incompatibilidade de gênios”, homens e mulheres se separam, sem darem chance à flexibilidade que faria com que ambos – de comum acordo – cedessem um pouco.
Não! Para o EGO não tem acordo quando se trata de ceder.
Seria “rebaixar-se! Ele só entende assim.
- Nas amizades: uma atitude ou palavra mal colocada são, muitas vezes, suficientes para que amigos se separem, deixando cair no esquecimento as tantas coisas boas que fizeram brotar uma tão valiosa amizade.
Não! O EGO não admite erros nem pedidos de perdão.
Seria abrir mão da punição! Ele só entende assim.

- Nas famílias: tantos pais, irmãos e filhos se separam, só pela necessidade de impor suas vontades, de ver “quem manda aqui”, quem ganha a condição de dono da última palavra. Na maioria dos casos, numa reunião familiar, e com um pouco de humildade todos saberiam até onde ir e quando parar.
Não! O EGO quer deter o poder sobre tudo e sobre todos.
Limites seriam um caso de obediência! Ele só entende assim.
- Nas carreiras: pessoas escolhem seguir a mesma carreira ou carreiras diferentes, e muitas dessas pessoas gastam a melhor parte da sua vida competindo, vigiando, farejando os passos das outras, dada a precisão de ser “a melhor”.

A consciência de que “o sol nasce para todos” faria isso parar.
Não! O EGO quer ganhar sempre, custe o que custar.
Aceitar vitórias alheias seria fracassar! Ele só entende assim.
Em toda situação conflitiva que determina separações o EGO se faz presente e sempre quer ganhar.
É nos carros, em brincadeiras desnecessárias; é no trabalho, em críticas contra colegas; é nas escolas, em exibições de notas; é nas guerras, onde ganhar é questão de vida ou morte; é na vizinhança, em encrencas vulgares, e assim por diante... Infinitamente...
Pense em algo similar, não citado aqui, e você notará que nele também está a ditadura do EGO.
Basta que o caso lembrado seja capaz de separar pessoas.
Não!

Não é a morte o que mais promove essas apartações!
É o EGO, o filho predileto do orgulho!
Sua ALMA e seu EGO ocupam o mesmo “castelo”.
Deixe que sua ALMA seja a rainha vitalícia do lugar!
Ela é aquela parte sua que deseja paz e reconciliações.

O EGO é o mal dentro de você.
Dê-lhe um “cala-boca” bem dado.
Assim – e só assim – a Vida lhe abrirá as portas da verdadeira e perene Felicidade.

Texto de Sílvia Schmidt, garimpado do The New Web Post