[Valid RSS] [Valid RSS] [Valid RSS] Labirintos e Fascínios: Agosto 2015

4 de agosto de 2015

Naquela tarde de asas soltas


Houve um silêncio doce naquela tarde de asas soltas, de mãos juntas, unidas, formando uma concha morna onde se sentiu o pulsar da circulação, desafiando a força, o equilíbrio, sem lugar para palavras ou pensamentos.

 Ali, não houve história, existiu apenas a história sem história de duas pessoas de bem que viveram a cumplicidade perfeita porque sincera, sem dramas, sem cobranças. 

Cabeça vazia. Coração calmo. Respiração suave. 

Apenas o saborear do momento, numa tarde cinzenta 
sem réstia de Sol brilhante 
que fascina, envolve e mima. 

Não, ali, naquele silêncio -feliz- de uma tarde outonal, 
nada mais teria feito sentido senão o esboçar de um sorriso sedutor, gerador de emoções que anunciavam ausência. 

Tenho saudades de ti.