[Valid RSS] [Valid RSS] [Valid RSS] Labirintos e Fascínios: Divagações de um pensador solitário...

4 de julho de 2012

Divagações de um pensador solitário...


Todas as situações entre humanos tem a sua virgindade própria. Pode haver sempre um instante em que se passa do limite, se  rompe uma  linha de conduta, e que depois não se pode voltar atrás.   Irreconstituível!


O homem, sim, é racional, mas a vida não o é. A vida humana, claro, nas suas relações entre si, porque elas não podem deixar de obedecer ao sentimento. Aproximamo-nos ou afastamo-nos das pessoas. desde a simpatia até ao amor, e à paixão, ou desde a antipatia até ao ódio e ao rancor. Vida irracional esta dos sentimentos.


Eu tenho, felizmente, a alegria estética; tu, infelizmente, terás a alegria (?) política, a alegria a mais trágica, sobretudo pelo pelo caminho em que te meteste. Eu terei a alegria, sobretudo pelo caminho em que te meteste. Eu terei a alegria dionisíaca, a que me identifica com o Universo e a Humanidade..


A Revolução - na generalidade - é tornar possível, é tornar actual, o que parecia improvável ou impossível.
Isto em qualquer campo - arte, política, amor, seja o que for...


Aqui, parece que a paisagem nada tem de especial e, todavia, a Serra, no sentido geológico do termo, é tudo, nas cores quentes que oferecem então aos nossos olhos, e na promessa de vida. 


O nosso olhar é esteticamente proprietário de toda a paisagem. Nem muros, nem sebes, nem proibição... Olhar livre - tal como foi o do homem no princípio do Mundo... O OLHAR é o sentido que, ademais, observa e goza os objectos luminosos mais longínquos do nosso Universo - Lua, estrelas, galaxias...


Não vivemos em inveja evocando velhas amizades de camaradas desaparecidos. Não - vamos é cimentar amizades novas, olhando para o futuro e não para o passado que nem sempre temos. TUDO NOVO!

Adriano de Gusmão
(1981)