[Valid RSS] [Valid RSS] [Valid RSS] Labirintos e Fascínios: Navegando o olhar pelas nuvens

18 de abril de 2012

Navegando o olhar pelas nuvens


Gosto de olhar as nuvens. Fascinam-me. Vê-las, é entrar num espaço de deleite onde se é desafiado ao exercício da livre interpretação, dando evasão à imaginação, perante a sucessão de imagens onduladas, estilizadas, que fazem da tela azul uma paleta de mensagens, continuamente em movimento e modificação.

As nuvens são mares por navegar, mundos por decifrar, mensagens por descodificar em imagens esbatidas, raiadas de luz e de surpresa: o rosto que nos fixa; a bailarina elegante que corre pelo espaço deixando um rasto de farrapos, de tule e de magia; o barco imponente, esfumado, que vagueia por cima da nossa cabeça, ao sabor das brisas dos ventos calmos; sereias serenas e deslizantes; mãos em preces; pianistas em pianos translúcidos; lutadores contorcidos em movimentos de ataque nos combates dos quais somos espectadores privilegiados e fascinados.
Cada nuvem é um desafio, um ensinamento, uma provocação aos sentidos. Um acordar de emoções perante os sucessivos quadros de água ou de umidade que adquirem vida nas imagens que continuamente criam. Passam com a ligeireza de momentos e ficam com a intensidade da nossa imaginação.

Autora: Maria Elvira Bento
Fonte: http://brumasdesintra.wordpress.com

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Eu sou o sussurro do vento, o calor de seu Sol, a incrível individulidade e a extraordinária
perfeicão de todos os flocos de nuvens
(Neale Donald Walsch)